terça-feira , 11 de agosto de 2020
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Entrevista com Deputado Delegado Péricles



No dia 03Out2019, na Assembléia Legislativa do Amazonas, foi realizada uma entrevista especial com o Deputado Estadual Péricles Rodrigues do Nascimento, mais conhecido como Delegado Péricles, nascido no dia 27 de agosto de 1977, na capital amazonense. Péricles é, de longe, uma personalidade carismática, envolvente e receptivo, formando uma atmosfera amistosa durante todo o momento da entrevista. Sem dúvida, as palavras que seguem foram erguidas por um cidadão exemplar, esforçado e que correu para atingir os seus objetivos de vida. Porém, essa história começa no auge da sua formação de vida, quando subitamente chegou ao portão de ingresso no Exército Brasileiro.

Meu primeiro emprego foi o Exército (Brasileiro). Entrei com 19 anos. Não queria servir o Exército. Eu era bem magrinho, sério! Eu não queria servir. Quem me incentivou, quase que imposto, para que eu servisse, porque eu era meio rebelde. É o meu irmão. Que o meu irmão é Oficial da Polícia Militar, e quando chegou da Academia, ficou me cobrando, pra eu ir pro Éxercito. “Vai servir, fazer NPOR”. Até que eu fui, para a primeira entrevista. Me lembro que foi na Companhia de Guarda (12ª Cia Gd), que onde hoje é o Batalhão da PE (7ºBPE). Aí na primeira entrevista, era um Capitão. (…) Aí eu passei por umas 4 ou 5 fases até que eu cheguei no último, que ia indicar para onde que eu iria.

Sendo assim, Péricles, ainda muito jovem, não sabia que o futuro da sua vida mudaria. Seus valores, a ética e a postura diante do enfrentamento de dificuldades passariam por reformulações extremamente positivas:

E esse último era um Capitão de Intendência do Batalhão de Suprimentos (12ºBSup), que gostou da minha entrevista e me indicou para que eu fosse para Intendência, no BSup, que era a segunda turma (de NPOR de Intendência). E eu sem entender muito à época, aí eu fui. E aí o início foi bem difícil, até nós é que fizemos aquela mudança! Nós é que descemos com os armários de ferro, lá pro prédio do NPOR, porque era lá em cima! Pensa, naquela descida alí! Horrível! Aquela parte alí do lado da escada, cheio de capim… a gente capinava alí todo dia! Então foi bem difícil. Mas foi como eu digo: foi um momento diferente, entendeu? Porque eu comecei a já me encontrar, a me moldar em vários aspectos. Me ajudou a desenvolver alguns valores que eu já tinha, criando outros, como: ter respeito ao próximo, humildade, disciplina (que foi bem importante para mim naquele momento).

As histórias da caserna foram diversas e saudosas. Mas, como foi o tempo de Tenente?

E assim foi. Aí eu concluí o curso, em 4º lugar. Fomos para o EI (Estágio de Instrução). Do EI, só ficaram 3. Eu e mais dois. Aí fiquei em 1º lugar no EI. Fui pro EPOT. Permaneci em 1º. E aí a minha primeira lotação foi no Colégio Militar de Manaus (CMM). Aí fiquei 2 anos no CMM. Eu lembro bem que foi no período que foi extinto o Quadro de Distribuição de Oficiais Temporários, e aí nós preenchemos as vagas. Não sei como que é hoje, mas tínhamos que preencher as vagas. Então, a partir daquele momento, dos Oficiais de Carreira. Porque antes não, eles tinham um Quadro de Distribuição de Oficiais Temporários, o QDOT. Depois disso não, como no colégio militar já tinha um oficial de intendência de carreira, e a minha vaga tinha sido extinta, daí eu tive que sair. Aí eu me lembro que o Comandante gostava de mim e ele foi atrás de uma vaga pra mim na Região (12ªRM). Depois de muita luta, nós conseguimos em Boa Vista. E eu fui pra 1ª Base Logística, em Boa Vista, que eu sei que agora é BLog lá.

Sobre a passagem com o General Villas-Boas:

Aí depois dos dois anos que eu passei la, consegui uma vaga aqui no CMA (Comando Militar da Amazônia). Foi onde eu conheci o cara que me inspirou profissionalmente, que foi o General Villas-Boas. Foi meu chefe do Estado-Maior. Ele era meu chefe lá. Ele era um cara excepcional. Até conversei com ele ano passado. Fui lá em abril, lá em Brasília, conversar com ele. E ele é um cara me dava um exemplo de como conduzir as pessoas de uma forma, que você consegue convencer as pessoas com as palavras, com o exemplo, sem precisar impor. (…) E ele não: ele conseguia convencer mesmo com as palavras dele, da forma que ele conduzia era perfeito em relação a ter os seus subordinados ao lado pra “ir pra guerra”, digamos assim. Ele me inspirou bastante.

E o fim de tempo de serviço? Como foi o proceder da sua vida?

E passei meus dois últimos anos no Exército. Terminou (o tempo de serviço), já estava concluindo a faculdade. Eu fiz faculdade de Direito. Ingressei na Universidade Federal de Roraima, depois vim para Manaus. E aí concluí na Universidade Federal do Amazonas. E foi de 2005 a 2006, foi o momento que eu fiquei sem trabalhar, mas com foco… tinha recebido indenização. Consegui me manter para estudar. Daí passei na OAB, sem ter concluído o curso (de Direito), foi até antes. E depois passei em dois concursos: no Tribunal de Justiça e Justiça Federal. Aí fui logo chamado no TJ. Aí assumi. Aí depois fui chamado na (Justiça) Federal, só que eu não quis mais ir porque eu já tava com cargo comissionado, até, na Justiça. Passei para Oficial Militar em Rondônia, e pra Oficial do Corpo de Bombeiros em Rondônia também. Só que o concurso foi suspenso, aí só chamaram depois de dois anos. E como eu estava bem já no TJ, não quis mais ir. Fiquei em terceiro lugar no concurso da Polícia Militar de Rondônia.

E então, como chegou a Delegado?

E assim foi… Até que eu prestei concurso para Delegado de polícia, depois de 4 anos que me chamaram. Aí que eu resolvi sair do Tribunal, realmente, e ir para a Academia de Policia Civil. Aí servi em Autazes, depois vim para varias delegacias de plantão aqui. Fui adjunto da DEFRD (Delegacia Especializada em Furtos, Roubos e Defraudações), e minha ultima lotação foi na Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV), onde eu fui titular, e o primeiro da minha turma.

Por fim, em nome da Associação dos Oficiais R/2 do Amazonas, agradecemos a disponibilidade da equipe de assessoria. Em todos os momentos, a receptividade e responsabilidade técnica se fez presente. Aproveitamos para agradecer ao Oficial R/2 Int, Delegado e Deputado, Péricles. Fé e força na missão.

SELVA!

Redação: Asp Of R/2 Inf ALCÂNTARA

Fotografia: Of Inf R/2 Ten GERALDO

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